quinta-feira, 23 de julho de 2009

Repertório: Orgulho de um Sambista

Esta é pro aquecimento. Para acertar a cadência.

A história de triunfo do sambista sobre a esnobe (essas mulheres...) porta-bandeira que abandonou sua escola e seu amor. Faz lembrar do capoeira de Yayá do Cais Dourado, do Martinho... "Até que um dia a mulata lá no cais apareceu/ Ao ver o seu capoeira, pra ele logo correu /Pediu guarida, mas o capoeira não deu".

Demorou pro Jair Rodrigues aparecer aqui. Veio agora porque ele tá chegando na área. No dia 26 deste mês, quem não é doente do pé vai sofrer para controlá-lo, sentado nas cadeiras do Bourbon Country. O intérprete de Disparada e Triste Madrugada vem apresentar seu recém-lançado Festa para um Rei Negro, dentro da programação do IV Festival de Inverno de Porto Alegre. O disco traz clássicos da chamada MPB. Mas este bloco chora, pula e ri é com o lado carnavalesco do homem.

Dá uma olhada boa nesta história, abaixo:



Orgulho de um Sambista (Gilson de Souza)

Você falou que junto comigo não mais desfilava
se a minha escola perdesse você não ligava
Você falou que junto comigo não mais desfilava
se a minha escola perdesse você não ligava
Ensaiei fiz meu samba-enredo pra minha escola ganhar
e na ala de porta-bandeira você não quis desfilar
o meu povo inteiro chorou e você sorria
pois trocou nossa escola de tempos
por um simples amor de três dias
sufoquei minha dor em sorrisos para não chorar
tudo isso ajudou minha escola a ganhar
Mas esse orgulho eu vou levar comigo pro resto da vida
me contaram que você chorou quando eu passei na avenida
vendo outra de porta-bandeira
desfilando em seu lugar
comissão julgadora presente falou que o meu samba ia ganhar
Meu bem o azar foi seu
ganhei o carnaval
e você me perdeu...