quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Convocatória 2010

ATENÇÃO! ATUALIZADO! NOVA DATA!
A todos os membros presentes, passados e futuros do bloco: em nome do presidente Javé Pagão, anucio a presente e colorida


CONVOCATÓRIA 2010

G.R.E.S.
TRÊS PRA TRÁS ENTREGA OS TACO


(ooooooh!)


20 de fevereiro de 2010
(um sábado depois do feriadão de carnaval. não tem desculpa)
Cassino Beach, Brazil


Featuring
- samba
- suor
- cerveja


and more

Starring
componentes de Estocolmo, BrasíliaFamecosJoinville, Istambul, Porto Alegre, São Paulo, Pelotas, Fabico, Florianópolis, New York and counting


Garanta já seu Megapass através dos nossos canais de relacionamento.

E canta c'agente:
"Aco, a-aco: Três pra trás entrega os taco!"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Repertório: Orgulho de um Sambista

Esta é pro aquecimento. Para acertar a cadência.

A história de triunfo do sambista sobre a esnobe (essas mulheres...) porta-bandeira que abandonou sua escola e seu amor. Faz lembrar do capoeira de Yayá do Cais Dourado, do Martinho... "Até que um dia a mulata lá no cais apareceu/ Ao ver o seu capoeira, pra ele logo correu /Pediu guarida, mas o capoeira não deu".

Demorou pro Jair Rodrigues aparecer aqui. Veio agora porque ele tá chegando na área. No dia 26 deste mês, quem não é doente do pé vai sofrer para controlá-lo, sentado nas cadeiras do Bourbon Country. O intérprete de Disparada e Triste Madrugada vem apresentar seu recém-lançado Festa para um Rei Negro, dentro da programação do IV Festival de Inverno de Porto Alegre. O disco traz clássicos da chamada MPB. Mas este bloco chora, pula e ri é com o lado carnavalesco do homem.

Dá uma olhada boa nesta história, abaixo:



Orgulho de um Sambista (Gilson de Souza)

Você falou que junto comigo não mais desfilava
se a minha escola perdesse você não ligava
Você falou que junto comigo não mais desfilava
se a minha escola perdesse você não ligava
Ensaiei fiz meu samba-enredo pra minha escola ganhar
e na ala de porta-bandeira você não quis desfilar
o meu povo inteiro chorou e você sorria
pois trocou nossa escola de tempos
por um simples amor de três dias
sufoquei minha dor em sorrisos para não chorar
tudo isso ajudou minha escola a ganhar
Mas esse orgulho eu vou levar comigo pro resto da vida
me contaram que você chorou quando eu passei na avenida
vendo outra de porta-bandeira
desfilando em seu lugar
comissão julgadora presente falou que o meu samba ia ganhar
Meu bem o azar foi seu
ganhei o carnaval
e você me perdeu...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Samba no pampa

Vumos reunir os blogs e sites sambísticos do sul?

Bom, vou começar pelo que tem na firma.

Uma turma liderada pelo Claudio Brito e seu filho Vinicius, e com um time de colaboradores que inclui a Alice Mendes, mantém por lá o heróico


que, contra a indiferença do grande público, resiste o ano inteiro, com muita atualização, e com uma quantidade de comentários que confirma a relevância entre o público a que se destina.

***

Hoje (quando eu escrevi isso, segunda-feira), em uma agradável surpresa, topei com o


tocado por quatro moças, quase tão pretas quanto a Migrante da Lomba, que "dão sua humilde contribuição pra não deixar o samba morrer". Que não morram Ariela Dedigo, Cláudia Flores, Cristiane Marçal e Liziane Cordeiro.

Achei por lá um trechinho de um dos meus sambas-enredo favoritos: Aquarela Brasileira (Império Serrano - 1969), que, agora eu sei, foi composto por Silas de Oliveira, morto há 37 anos.

Irresistível:

Vejam esta maravilha de cenário
é um episódio relicário
que o artista num sonho genial
escolheu para este carnaval


E o asfalto como passarela
Será a tela
De um Brasil em forma de aquarela




***

Presidente Javé Pagão, por favor, contaí o que há para os bons sujeitos dessa internet.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

No tempo em que o jornal tinha novidades

Com meses de atraso, como não devem fazer os bons jornalistas, eis que chega a hora de o Três pra Trás homenagear Xangô da Mangueira, que morreu em 7 de janeiro deste ano, aos 85.

Xangô foi o cara que homenageou os jornalistas: compôs Eu moro na roça, que conheci na voz de Dudu Nobre. É daquelas músicas pra ser usada em palestra, porque atribui ao jornal um papel (rá, que infame) em desuso (bah, quanta verdade na mesma frase): o de dar a saber as novidades.

Sente o trechinho: 

Moro na roça, Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades



Vamos ouvir, então, na voz de Clementina de Jesus:


Pra quem achar barulhento, tem também essa versão mais limpa, e portanto mais chata, do Zeca Pagodinho com o Arlindo Cruz.

***

Quem me deu a conhecer a notícia da morte do homem foi a honorável Alice Mendes, no Samblog.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dama da Ponte na Rampa do Planalto

Não dá pra segurar. Os camaradas do bloco anda se espraiando cada vez mais, como diria um repórter de tevê.

Na última segunda-feira, saudamos a evasão da componente Dama da Ponte, que promete trazer o gingado do cerrado na próxima edição do carnaval do Três pra Trás. Tal qual João de Santo Cristo, foi pra Brasília. 

- Nesse país lugar melhor não há -, disse, na despedida.

Vai lá, rainha da bateria. E vê se não perde o compasso na rampa. Te queremos nota 10 em evolução e harmonia.

Avante!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Gênios


Tão dizendo por aí que o disco novo do Caetano Veloso (Zii Ziê) é um disco de samba. Na verdade, de leituras pós-modernas e tropicalizadas do samba, gênero musical que não pode ser visto apenas como um instrumento de resistência da cultura carioca.
No meio dos sambinhas com guitarrinha de Zii Ziê, tem uma pérola. A versão que Caetano fez de Incompatibilidade de Gênios.
"É um samba que eu penso desde que foi lançado porque eu gosto de pensar que ele foi um acontecimento na história do samba", diz Caê. "Acho uma obra prima e acho que o João Bosco tocando aquele violão é uma das melhores coisas do violão brasileiro", arremata.

Aí ele nos brinda com uma daquelas frases de que só Caetano Veloso é capaz:

"O samba é muito lacônico, quase todo feito de dissílabos. E fica bonito que o título desta canção seja de palavras longas e na letra não tenha nenhuma palavra longa".
De qualquer maneira, Incompatibilidade de Gênios é mesmo um belo samba. E só por isso merece este post.
Caê diz que se inspirou na versão da Clementina de Jesus. Mas a sua Incompatibilidade de Gênios ficou mesmo mais parecida com a de João Bosco.

Faça a sua própria avaliação.
Aí vai a letra.

Incompatibilidade de Gênios

"Dotô,
jogava o Flamengo, eu queria escutar.
Chegou,
Mudou de estação, começou a cantar.
Tem mais,
Um cisco no olho, ela em vez de assoprar,
Sem dó falou,
sem dó falou ,que por ela eu podia cegar.

Se eu dou,
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar,
Bastou,
Durante dez noites me faz jejuar
Levou,
As minhas cuecas pro bruxo rezar.
Coou,
Meu café na calça prá me segurar

Se eu tô
Devendo dinheiro e vem um me cobrar
Dotô,
A peste abre a porta e ainda manda sentar
Depois,
Se eu mudo de emprego que é prá melhorar
Vê só,
Convida a mãe dela prá ir morar lá

Dotô,
Se eu peço feijão ela deixa salgar
Calor,

Mas veste o casaco veste casaco prá me atazanar
E ontem,
Sonhando comigo mandou eu jogar
No burro,
E deu na cabeça a centena e o milhar

Ai, quero me separar"

*postado pela ilustre integrante Migrante da Lomba.

domingo, 19 de abril de 2009

Agenda

Não deixe o samba morrer. Nem o inverno esfriar o seu ânimo carnavalesco. No dia 14 de maio vamos sambar com o Arlindo Cruz, no Opinião. O homem tá bombando, acabou de lançar o "MTV Ao Vivo", neste final de semana, em Sampa. Abaixo, uma palinha.





O Meu Lugar

Composição: Arlindo Cruz

O meu lugar
É caminho de Ogum e Iansã
Lá tem samba até de manhã
Uma ginga em cada andar

O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança num mundo melhor
E cerveja pra comemorar

O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz
É bem perto de Osvaldo Cruz,
Cascadura, Vaz Lobo e Irajá

O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá

Ahhh que lugar
A saudade me faz relembrar
Os amores que eu tive por lá
É difícil esquecer

Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos poetas trás inspiração
Pra cantar e escrever

Ai meu lugar
Quem não viu Tia Eulália dançar
Vó Maria o terreiro benzer
E ainda tem jogo à luz do luar

Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar
Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa

Em cada esquina um pagode num bar
Em Madureiraaa
Império e Portela também são de lá
Em Madureiraaa
E no Mercadão você pode comprar
Por uma pechincha você vai levar
Um dengo, um sonho pra quem quer sonhar
Em Madureiraaa
E quem se habilita até pode chegar
Tem jogo de lona, caipira e bilhar
Buraco, sueca pro tempo passar
Em Madureiraaa
E uma fezinha até posso fazer
No grupo dezena centena e milhar
Pelos 7 lados eu vou te cercar
Em Madureiraaa
E lalalaiala laia la la ia...
Em Madureiraaa

quarta-feira, 18 de março de 2009

Proposta de hino: Por um bloco que derrube esse coreto

Como compete a nós, homens, o dever de servir a vocês, mulheres, em todos os seus caprichos, publico, em nome da componente Dama da Ponte, o texto que segue:

"Não é novidade que a moça que vos escreve é absolutamente fanática por Elis Regina.

Desde o primeiro LP, Viva a Brotolândia – lançado quando ela tinha 16 anos e morava na Vila do IAPI –, até o triste e último Trem Azul – de 1982, ano em que morreu –, grande parte do que Elis gravou já tocou incansavelmente na minha “vitrola”.

Tal adoração, bairrismos à parte, não se deve ao fato de que ela nasceu em Porto Alegre, ou que era gremista, ou que estudou no Instituto de Educação General Flores da Cunha e costumava descer a Barros Cassal correndo quando estava atrasada para a aula. Mas sim porque conseguia cantar e chorar ao mesmo tempo.

E tudo que Elis gravava do Chico ou do Gil ficava maravilhoso. E o Milton Nascimento costumava compor pensando em como as canções ficariam na voz dela. E ela tinha um apelido dado por Vinícius de Moraes (Pimentinha).

Em uma carreira 20 anos, foram mais de 25 LPs. Muita coisa para quem morreu aos 36 anos. E para quem tinha 1,53m de altura.

Bem, o mérito maior, no entanto, é o seguinte: Elis sabia o que cada letra queria dizer. Conhecia a diferença entre música alegre e música triste e mostrava isso com a voz.

Então cantava Atrás da porta com a dor de quem acabou de se separar e Vou deitar e rolar em meio a gargalhadas, fazendo deboche. Quando era a vez de Romaria, unia as mãos esticadas junto ao microfone, como quem reza.

Além disso, respeitava o samba, razão que originou este post. O nosso bloco é um bloco alegre. Logo, merece um hino alegre (e que de jeito nenhum concorra com Vou festejar, que poderá ser o nosso mantra, quem sabe).

Então proponho o samba “Plataforma”, do João Bosco, como hino do Três Pra Trás Entrega os Taco. Em homenagem ao Carnaval, à MPB e a quem derruba o
coreto.


sábado, 14 de março de 2009

Esportes populares, uni-vos!



Há ainda os que pensem que o Taco não é popular. Pois está na hora de usarmos nosso poder de persuasão para mostrar para esse pessoal que poucas atividades são tão praticadas e tão conhecidas no Brasil.

Além do Taco, há apenas alguns esportes que possuem tal característica. Dentre eles estão o futebol, a capoeira e, claro, o avião de papel.

Ontem, na maior universidade do país, foi disputada etapa paulistana do Mundial de Avião de Papel, cuja final acontece na Áustria. O Gê Um, o Jornal Hoje e o SPTV (acima) deram ampla cobertura para o evento (confira fotos), como não poderia deixar de ser. Em breve, ocorrerá a etapa porto-alegrense do torneio.

Entrevistado por este blog, um dos diretores das Organizações Globo - que prefere manter seu nome em sigilo - garantiu que suas diversas equipes de jornalismo, inclusive as do Gê Um e do Jornal Hoje, já se preparam para trabalhar na Copa do Mundo de Taco, em 2010, na Praia do Cassino. A diretoria do bloco Três pra Trás Entrega os Taco, porém, alerta que a Globo ainda não fez seu credenciamento para o Mundial e que precisa correr, porque diversos veículos da imprensa internacional já estão habilitados a cobrir a Copa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Repertório: Lá vem a Viradouro aí

Desculpa informar, mas tem um samba da Viradouro que tu conheces.

Em 1997, a escola de Niterói (pronuncia-se niterroá, en français) veio de Joãosinho Trinta e lançou uma novidade na Sapucaí: a paradinha funk.

Era irresitível: no meio do interminável espiral (do silêncio?) do samba de enredo, repetido e repetido e repetido, eis que a bateria dá a tradicional e bela paradinha. Mas aí, em vez de recomeçar no samba acelerado que se espera, bate como o pancadão carioca, bem espaçado e marcado.




Lá vem a Viradouro aí, meu amor!
É Big-Bang, coisa igual eu nunca vi!
Que esplendor!

Vem das trevas, tudo pode acontecer
A noite vira dia, luz de um novo amanhecer!
Vai, meu verso, buscar a Terra em embrião
Da poeira do universo
Desabrocha a natureza em expansão
Oh! Mãe Iemanjá, deusa das águas!
Nanã, deixa o solo se banhar!

Ora, iê, iê, ô, mamãe Oxum
Vem com ondinas reinar

No fogo a salamandra a dançar
As pombas brancas simbolizando o ar
Explodem as maravilhas
Vejo a vida brilhando afinal!
Surge o homem iluminado
Com hinos de luta e cantos de paz:
É o equilíbrio entre o bem e o mal
E com o coração nesta folia
Seja noite ou seja dia, amor
Eu quero me acabar!

Vou cair na gandaia
Com a minha bateria
No balanço da mulata
A explosão de alegria

O legal desse vídeo é que, no exato momento em que a bateria faz a parada funk, aos 2min50seg, o Fernando Vanucci (Alô você!) resolve fazer um comentário. Ó:

segunda-feira, 2 de março de 2009

Ata de fundação

O pedaço de papel no qual registrou-se a fundação do Três pra trás deveria ser a primeira coisa a dar as caras aqui no blog.

Entretanto, por iniciativa da componente Pupila do Saara, o guardanapo de papel histórico foi receber a bênção dos orixás e do Senhor do Bonfim em Salvador da Bahia, durante o carnaval 2009.

Consta que, apesar de sua aparente fragilidade, o papel resistiu à briga entre o Senhor e Ogum, que tentaram, a golpes de taco, tomar posse da ata.

Ao perceber que perderia a disputa, o representante da mitologia yorubá teria jogado água de cheiro sobre as palavras escritas na tentativa de borrá-las. No momento crucial, Oxalá, o pacificador, lançou um feitiço e recuperou a integridade da tinta.

Eis, portanto, depois de perigosa jornada, para que o mundo reverencie, o documento que nos confirma a existência:

domingo, 1 de março de 2009

Grande Encontro do Samba


Fotos: Divulgação

É sabido que os componentes do Três pra Trás habitam os mais diversos confins do Brasil. Contudo é na capital gaúcha que se concentra a maioria deles - pelo menos por enquanto.

Então, os que estiverem em Porto Alegre no dia 21 de março, e quiserem começar o aquecimento para fevereiro de 2010, podem curtir o encontro de duas gerações do samba, no Pepsi On Stage.

A Madrinha dispensa apresentações. Essa será uma ótima oportunidade para o nosso Pierrot Solene cantar Vou Festejar com ela e evocar suas especiais lembranças.

Diogo Nogueira é filho do mestre João Nogueira e tem sido considerado a grande revelação do samba contemporâneo. Em seu DVD Ao Vivo, ele canta a faixa "Espelho" - de autoria do pai - junto deste. A voz do, infelizmente, já falecido João surge ao fundo, num momento emocionante do show.

O componente Javé Pagão alimenta grande apreço pela canção. Perfeita para embalar os primeiros preparativos do dia do desfile.



Espelho
João Nogueira

"Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Ê, vida boa! Quanto tempo faz...
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai

Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás

Ê, vida à toa... Vai, no tempo, vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com deus por me levar meu pai

E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o “bambambam” da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo

Assim, sem perceber, eu era adulto já

Ê, vida voa... Vai, no tempo, vai

Ah! Mas que saudade!
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar"

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Betes?


Um dos objetivos deste bloco é manter viva a secular prática do Jogo de Taco. Como este esporte nada tem de complicado - aliás, se destaca por sua simplicidade -, não é necessário fazer nenhuma profunda pesquisa na internet para conhecer um pouco mais acerca do assunto. Façamos como a maioria dos universitários de nosso país e contentemo-nos com a boa e velha wikipédia.

Depois de descartar o saboroso prato da cozinha mexicana, acima, você será redirecionado para o artigo "Bete-ombro" (??). Bueno, nessa luta contra as lan houses e seus jogos de computador, que tiram nossos guris das ruas e, consequentemente, os afastam dos gritos de "tempo a dois" e "bolinha perdida", os componentes do bloco têm se dedicado a aprender ainda mais sobre o tão popular esporte. Uma das recentes descobertas foi a de que, em grande parte do Brasil, o Taco é conhecido assim, como Bete-ombro ou Jogo de Betes.

Mas não vamos nos estender mais. Vale a pena ler o artigo da wiki.

Destaque para dois trechos. O primeiro, que explica a origem do nome de nosso bloco de carnaval:

"Regra do 'pra trás'
Se a bolinha encostar no taco e for para trás do círculo do jogador que tentou rebater, é contado uma para trás. Quando for contado 3 para trás os jogadores perdem os tacos.Caso o jogador que fez a 'pra trás' rebater a bola pra frente não conta e segue-se o jogo normalmente(mas isso depende do acordo feito antes do jogo)."

E um outro, que traz uma curiosidade:

"Uma expressão comum no estado do Paraná é 'largar os betes', que significa desistir de algo ou indignação. Por exemplo: 'Se Tropa de Elite não ganhar o Oscar, bom, aí eu largo os betes.'."

Repertório: Vou festejar




Vou Festejar, de Beth Carvalho, bastaria por seu poder evocativo. Mas, além dos significados que por si só carrega, a música traz lembranças especiais ao componente Pierrot Solene.

Era uma situação em que a vingança cantada era tudo o que se podia fazer contra uma tremenda injustiça, no Rio de Janeiro, nos idos de 2003.




Cante com a Beth:

Chora
Não vou ligar
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar
Mas chora
Chora
Não vou ligar
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar...

É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar
O teu sofrer
O teu penar...

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)

Mas chora
Chora
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar
Pode chorar...(2x)

É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar
O teu sofrer
O teu penar...

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)

Laraiá Laraiá
Lá Laiá Laiá
Laiá Laiá
Laiá Laiá
Eu vou festejar
Vou festejar
O teu sofrer
O teu penar...

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...(2x)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Taco pelo mundo: nativos de SC resgatam jogo arcaico

No domingo, oito dias depois do lançamento do Três pra trás, o renascimento do taco já tinha alcançado a Lagoa de Ibiraquera, em Imbituba, no litoral sul catarinense.

Os nativos resgatavam uma modalidade arcaica, muito difundida no século 12, em que o tripé fica disposto não atrás, mas ao lado do buraco.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Salve o Salgueiro


Em nota oficial assinada pelo presidente Javé Pagão, o Três pra trás congratulou o co-irmão carioca Acadêmicos do Salgueiro, campeão do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro em 2009.

A escola recuperou-se do fraco desempenho do carnaval de 2007, quando, em um dos ensaios, a quadra alvi-rubra da Tijuca foi visitada por integrantes do Três pra trás. Não foi salva do 11o. lugar nem pelo fundo filosófico dos versos "Quem sou eu no universo?/Simples ser humano/Grão de areia no deserto/Gota d'água no oceano".

Teve mais sucesso com a simplicidade desse ano: "O som do meu tambor ecoa, ecoa pelo ar/E faz meu coração com emoção pulsar".

Ouça, na voz de Quinho, o samba de enredo Tambor:


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O grande encontro em imagens

Teve samba, suor e cerveja. Veja as fotos do lançamento do bloco:

Ver o Álbum completo

Repertório: Sonhar não custa nada

Considerando que nossa meta é vir a botar o bloco na rua, como diz aquele refrão, o Três pra trás construirá um repertório ao longo de 2009.

Para que os componentes aprendam a tocar ou, ao menos, a cantar as músicas, publicaremos aqui tudo o que convém.

Para começar, um dos clássicos do samba-enredo:

Sonhar não custa nada (ou quase nada), da Mocidade Independente de Padre Miguel, no carnaval de 1992.



A composição vai do lirismo romântico - Não custa nada sonhar/Viajar nos braços do infinito/Onde tudo é mais bonito/Nesse mundo de ilusão - aos versos pornográficos - Vem me querer/Delírio sensual/Arco-íris de prazer/Amor, eu vou te anoitecer.

Aprecie:

Sonhar não custa nada
O meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo que eu queria
Para ese carnaval
Deixe a sua mente vagar
Não custa nada sonhar
Viajar nos braços do infinito
Onde tudo é mais bonito
Nesse mundo de ilusão
Transformar o sonho em realidade
E sonhar com a mocidade
E sonhar com o pé no chão

Estrela de luz
Que me conduz
Estrela que me faz sonhar

Amor, sonhe com os anjos (não se paga)
Não se paga pra sonhar
Eu sou a noite mais bela
Que encanta o teu sonho
Te alucina por te amar (amar, amar)
Vem nas estrelas do Céu
Vem na lua de mel
Vem me querer

Delírio sensual
Arco-íris de prazer
Amor, eu vou te anoitecer

Eu vejo a lua no céu
A mocidade a sorrir
De verde-e-branco na Sapucaí

Cartografia

Apesar de se tratar de um bloco itinerante, os integrantes do Três pra trás se encontram uma vez por ano na Praia do Cassino, um fim-de-semana antes do fim-de-semana do Carnaval. A ocasião serve para que os fiéis façam sua peregrinação aos pontos de interesse marcados no mapa:


Exibir mapa ampliado

Indústria de camisas

Arlequim Autóctone e Paixão Côrtes, diretores da comissão de Indústrias Gráficas do bloco, produziram dezenas de camisas durante o lançamento do Três pra trás.

Paixão Côrtes também serviu de modelo para o logotipo, bem como para outros monumentos menos importantes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tempo a dois

Mundo, tomai ciência: no último dia 11 de janeiro, um grupo incompleto de amigos - a completude virá no decorrer dos convites - criou, sobre um guardanapo de papel molhado, o bloco de carnaval TRÊS PRA TRÁS ENTREGA OS TACOS.

Este espaço é o blog oficial do bloco, ainda desprovido de conteúdo relevante, à guisa de algo a ser comunicado.

Desde já, saibam os navegantes, sobre o bloco recém-parido:


O TRÊS PRA TRÁS ENTREGA OS TACOS decide, desde já

1 - suprimir o último S de seu nome, para privilegiar a linguagem oral sobre a escrita;

2 - realizar o seu primeiro grande encontro oficial em 14 de fevereiro de 2009, na praia do Cassino;

3 - declarar-se, apesar disso, desprovido de base territorial: o que une seus membros é ter tido o prazer de jogar taco na juventude (ou não). Os integrantes residem em Porto Alegre, Pelotas, São Paulo, Joinville, Florianópolis e outros confins, como Tietê (SP);

4 - Zelar pela paridade entre homens e mulheres na composição do bloco; e

5 - Reconhecer que tem um monte de coisa pra fazer ainda até que o bloco deixe de ser uma intenção e vire uma realidade. Para tanto, seus membros serão chamados, ditatorialmente, a realizar as tarefas discriminadas em ordem posterior.


Por ora, portanto, cabe aos membros convidar pessoas de relações amistosas com os demais integrantes do bloco - ou que possam vir a ter - e/ou congruentes com a idéia fundadora do bloco para somar-se ao grupo.

TRÊS PRA TRÁS, BOLA PRA FRENTE!